Crônica “Deixado para morrer” – 17.11.2012

Ilustração para a crônica de Anacreonte Fonjic

“…À essa altura eu estava tendo alucinações sinestésicas, qualquer movimento mínimo me causava uma explosão visual colorida e eu estava meio que ouvindo verde. Deitei num canto e fiquei ali umas duas horas esperando o treco passar. A língua ficou seca, grudenta no céu da boca, parecia cheio de pelos, ou raízes, que cresciam a faziam grudar. Fiquei o máximo imóvel para evitar a explosões visuais, embora alguns espasmos musculares viessem com as imagens amarelas, e alguns barulhos trouxessem as imagens verdes. Quando amanheceu, finalmente fui para casa….”

©mendes 2012 entre em contato
publicado no jornal Notícias do Dia 17.11.2012

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