Crônica “Gota de sangue e muita tinta” – 22.09.2012

Ilustração para a crônica de Jura Arruda

“Não creio haver escritor que não tenha sido perguntado um dia se um texto seu era história vivida por ele mesmo. Parece ser bem comum que leitores identifiquem nos textos literários rastros de autobiografia. Ou que pelo menos imaginem isso. Mário de Andrade escreveu um livro de poemas, seu primeiro livro de poemas, chamado “Há uma gota de Sangue em Cada Poema”. Ia longeva data: 1917. Por precaução ou fuga, usou pseudônimo para dizer isso: Mario Sobral.Tomando como verdadeira a afirmação de que há uma gota de sangue em cada poema, mais do que interpretar a existência de alguma dor, podemos imaginar a existência de contexto autobiográfico, afinal quem dá sangue a um poema senão o próprio autor….”

©mendes 2012 entre em contato
publicado no jornal Notícias do Dia 22.09.2012

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